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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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6 FACTOS CHOCANTES SOBRE A INDÚSTRIA PESQUEIRA

Mäyjo, 29.09.15

6 factos chocantes sobre a indústria pesqueira

Longe vão os dias em que se lançava o isco à água e se esperava que o peixe mordesse. Às vezes, o que o mar dava nem para uma refeição chegava. Contudo, o crescimento da indústria pesqueira trouxe uma nova realidade – viciosa e brutal, tanto para os animais como para os humanos.

Os peixes criados em aquaculturas são sujeitos a vidas pouco agradáveis e os peixes que vivem em liberdade são pescados em quantidades exorbitantes e enfrentam mortes inumanas. Até os humanos são escravizados para lhe pôr o camarão na mesa de jantar, refere o Tree Hugger. Conheça alguns dos factos chocantes sobre a indústria pesqueira.

1.       Os navios pesqueiros são essencialmente navios de guerra

Os navios de pesca estão actualmente equipados com radares, ecolocalizadores, GPS, sistemas de navegação electrónicos e imagens satélites da temperatura dos oceanos para identificar os cardumes de peixe. Com estes equipamentos de navio de guerra, os peixes não têm qualquer hipótese de sobreviver.

2.       A quantidade de peixe pescado em excesso é assustadora

Por cada quilo de camarão pescado, 25 quilos de outros animais são pescados desnecessariamente para que o camarão possa ser retirado das águas. Para pescar um animal marinho específico, é quase sempre obrigatório pescar outros animais, que vêm presos nas redes. Assim, a quantidade de peixe pescado em excesso é exorbitante. A pesca de camarão é das piores práticas, já que 80 a 90% do que vem nas redes não é camarão. Apesar de este tipo de marisco contabilizar apenas 2% do total da indústria por peso, a sua pesca é responsável por 33% da pesca global em excesso.

3.       Se comprar camarão da Tailândia está a suportar o trabalho escravo

Um relatório publicado recentemente no jornal britânico Guardian revela a extensão chocante do trabalho utilizado na produção de camarão tailandês. Seres humanos são comprados e vendidos, e mantidos em embarcações durante meses. Os relatos falam em turnos de 20 horas, torturas, espancamentos, mortes em estilo de execução e na ingestão forçada de metanfetaminas para combater o cansaço. Estes navios produzem refeições de peixe feitas de sobras, de peixes juvenis ou peixes não comestíveis, que são utilizados para alimentar os camarões de viveiro. Estes, posteriormente, são vendidos nas superfícies comerciais de todo o mundo.

4.       O atum é pescado através dos muito controversos “dispositivos flutuantes de agregação”

O atum vive em águas livres e, como tal, é atraído por grandes dispositivos flutuantes, já que os animais pensam que se trata de uma possível fonte de alimento. Contudo, estes dispositivos são utilizados pelas embarcações para atrair o atum e facilitar a sua pesca.

5.       Do oceano ou de viveiro? Nenhuma opção é a melhor

Os peixes de viveiro estão sujeitos a viver em águas poluídas, amontoados ao ponto da canibalização, a deficiências nutricionais e a piolhos do mar. Actualmente, não existem requisitos legais para o abate de peixe. Os peixes que vivem no alto mar são pescados com redes que podem ter quilómetros de extensão e onde ficam sempre presas outras espécies, além das pretendidas. A pesca de arrasto é o equivalente à desflorestação e as redes de cerco, que encurralam cardumes inteiros de peixe, estripam muitos no processo.

6.       A população de cavalos-marinhos diminuiu 50% em cinco anos

Os cavalos-marinhos são uma espécie de animal marinho que serve de indicador, representando a saúde geral dos ecossistemas dos oceanos. Contudo, a sua população foi reduzida a metade nos últimos cinco anos. Embora não sirvam de alimento para a maior parte dos países, os cavalos-marinhos ficam presos nas redes de arrastos e são assim pescados. Todos os anos, 150 milhões de cavalos-marinhos são pescados para serem utilizados na medicina tradicional chinesa. Outro milhão adicional é pescado e seco para servir de decoração. Outro milhão é ainda pescado para aquários, apesar da sua baixa taxa de sobrevivência – menos de 0,1% sobrevive às primeiras seis semanas de vida.

Foto: flora h / Creative Commons

Medidor de população, natalidade e mortes em tempo real!

Mäyjo, 29.09.15
 

AQUACULTURA USA CADA VEZ MAIS ANTIBIÓTICOS

Mäyjo, 29.09.15

Aquacultura usa cada vez mais antibióticos

Existem vestígios de utilização de antibióticos em vários projectos de aquacultura de 11 países diferentes, de acordo com um estudo de Hansa Done e Rof Haden, do Instituto de Biodesign da Universidade Estadual do Arizona, Estados Unidos.

É sabido que os antibióticos não desaparecem de um dia para o outro, e a sua utilização excessiva pelas populações humanas e animais está a desenvolver novas resistências ao medicamento e, paralelamente, é uma grande ameaça à saúde e ambiente globais.

Publicado no Journal of Hazardous Materials, o estudo encontrou a presença de 5 dos 47 antibióticos avaliados nas aquaculturas de camarão, salmão, lampreia, truta, tubarão iridescente e tilápia.

Os níveis são considerados seguros, por agora, mas existe a preocupação de que estes produtos que não estejam sujeitos a regulações que promovam resistência a eles.

Os estudos que ligam a aquacultura ao problema do excesso de antibióticos e sua resistência aumentaram 800% de 1991 a 2013, por isso a comunidade científica está atenta ao problema. Isto deve-se ao aumento da actividade do sector, devido à procura global de peixes saudáveis.

Na verdade, o sector da aquacultura quase triplicou a sua produção nos últimos 20 anos – ela atingiu 83 milhões de toneladas métricas em 2013.

Foto: Bytemarks / Creative Commons